Nem toda fratura acontece após uma queda ou impacto direto. A fratura por estresse é uma pequena fissura no osso que se desenvolve de forma gradual, como resultado de sobrecarga repetitiva, sem tempo adequado para recuperação. Esse tipo de lesão é mais comum em crianças e adolescentes que praticam esportes de impacto, especialmente quando há aumento rápido da intensidade dos treinos ou ausência de períodos de descanso.

Durante o crescimento, os ossos ainda estão em processo de maturação, o que os torna mais suscetíveis a esse tipo de lesão quando submetidos a esforços repetidos.

Quais são os sinais de alerta?

O principal sintoma é uma dor localizada, que:

  • Surge ou se intensifica durante a atividade física.
  • Melhora com o repouso.
  • Pode evoluir de leve desconforto para dor persistente.

Na maioria dos casos, não há inchaço, hematoma ou deformidade, o que faz com que a fratura por estresse seja confundida com “dor de crescimento” ou fadiga muscular, atrasando o diagnóstico.

Como é o tratamento?

O tratamento é, na maioria das vezes, conservador, e inclui:

  • Interrupção temporária da atividade esportiva.
  • Controle da carga e do impacto.
  • Imobilização em casos selecionados.
  • Retorno gradual ao esporte após consolidação completa.

 

Quando identificada precocemente, a fratura por estresse costuma evoluir muito bem. No entanto, ignorar a dor pode levar à progressão da lesão, aumentando o risco de fraturas completas e afastamento prolongado das atividades.

Se seu filho apresenta dor frequente ou recorrente durante a prática esportiva, não normalize esse sinal. Uma avaliação especializada é fundamental para proteger a saúde óssea e garantir um retorno seguro ao esporte.